“O setor dos pneus está a mudar”, Victor Cañizares

A Yokohama está a atravessar um dos melhores períodos da sua história, que conta já com mais de um século. Numa entrevista concedida à Revista dos Pneus, Victor Cañizares, vice-presidente de vendas e marketing da Yokohama Iberia, partilhou alguns momentos e alertou para o facto de o setor estar a mudar

Sobreviveu a crises económicas, a terramotos e até a bombardeamentos. O fabricante japonês de pneus Yokohama comemorou, em 2017, o seu primeiro século de vida. Uma história que se confunde, no fundo, com a do próprio mundo. A gama premium de que dispõe e a parceria estabelecida, em 2015, com o Chelsea Football Club, fazem da Yokohama uma das marcas mais respeitadas a nível mundial e com um grau de notoriedade difícil de igualar. Não admira, pois, que a marca fundada no dia 13 de outubro de 1917 esteja a atravessar um dos melhores períodos da sua história. Numa entrevista concedida à Revista dos Pneus, que, aqui, reproduzimos na íntegra, Victor Cañizares, vice-presidente de vendas e marketing da Yokohama Iberia, partilhou alguns desses momentos e alertou para o facto de o setor dos pneus estar a mudar.

Gostaria de começar, se me permite, pela importância que tem o mercado português para a Yokohama…

Antes de referir a estratégia da Yokohama para o mercado português, creio ser da maior importância analisar, primeiro, as mudanças que o setor dos pneus está a atravessar atualmente. No que diz respeito ao canal, convém frisar que as casas especializadas em pneus e as oficinas especializadas em mecânica estão a convergir para aquilo que se denomina de “Oficinas de Mecânica Rápida”. Esta nova realidade faz com que o setor dos pneus esteja atomizado e faz com que a oferta seja assegurada por um número alargado de players, em detrimento das casas especializadas em pneus. Além disso, os entraves colocados à entrada de novos players no negócio dos pneus têm vindo a ser minimizados, estando o investimento focado, essencialmente, na maquinaria, sendo, por isso, descurados outros ativos (como os pneus), uma vez que o canal de distribuição oferece, hoje, um serviço de entregas rápido com um preço muito competitivo.

O que dita, por isso, tipos de compra diferentes…

Precisamente. Este novo cenário faz  com que se existam dois tipos de compra bem diferentes. Por um lado, as oficinas que apostam no stock como valor acrescentado, no sentido de dar uma resposta eficaz ao consumidor final. Por outro, elegem determinado produto como estratégia para a sua empresa. As oficinas que definem como principal estratégia não ter stock, valem-se da distribuição para assegurar um serviço de entregas rápido, de acordo com as necessidades do consumidor final. No entanto, importa salientar que, no caso das jantes de elevado valor, o comportamento é idêntico, pois espera-se da distribuição um serviço urgente, já que a oficina não está disposta a suportar esse custo no seu negócio.

Leia a entrevista completa na edição de março de 2019 da Revista dos Pneus.

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Do mesmo Autor: Bruno Castanheira

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