“Está na hora de sermos solidários uns com os outros”, Victor Cañizares, Yokohama Iberia

08 - Victor-Cañizares

“A Yokohama decidiu, desde o início, manter as suas operações para suprir a cadeia de valor, especialmente quando estava a oferecer um serviço fundamental: a distribuição de necessidades básicas e a mobilidade das pessoas.

Foi uma decisão baseada, também, nas nossas possibilidades de garantir a segurança dos colaboradores. Em 2019, após um dos programas de RSE, implementámos o teletrabalho como uma medida para melhorar a reconciliação familiar, um programa que nos permitiu enviar colaboradores do escritório para casa uma semana antes de ser decretado o Estado de Emergência”, revela Victor Cañizares.

“De momento, todo o nosso pessoal opera em regime de teletrabalho, exceto a equipa do armazém, que segue as normas de prevenção atuais da Covid-19, além de ter adotado outras medidas adicionais”, acrescenta. Em relação a números, “digamos que estamos a faturar 10% da média diária e, basicamente, nos segmentos dos pneus comerciais e de camião, pois não poderia ser de outra forma”.

Em relação a curto e médio prazos, “importa dizer que, embora incerto, consideramos que a abertura por fases da economia é a opção mais provável. Se for mantida a estrutura de negócios necessária e suficiente para reconstruir a economia, para que haja mobilidade”, adianta. “Vamos acreditar que um condutor quererá prolongar a vida útil do seu veículo. Vamos pensar num verão com

deslocações internas e, portanto, um aumento na manutenção do automóvel. Ou seja, uma maior procura pela substituição de pneus e talvez menos no que diz respeito ao equipamento original”, preconiza.

Segundo Victor Cañizares, a Yokohama “está a tomar medidas, desde o início”. E procura, agora, reestruturar o “cronograma de pagamento dos clientes que o propuseram e precisaram. Continuamos e continuaremos com as operações de distribuição para manter o canal abastecido. Implementámos um nível de preços líquidos na nossa plataforma B2B. A equipa comercial está em constante comunicação com o canal para descobrir as suas necessidades e lidar com elas pessoalmente”, assegura.

O responsável acredita que “está na hora de sermos solidários uns com os outros e de tentarmos chegar todos a bom porto. E quando digo todos, não deixo ninguém para trás: clientes, não clientes, concorrentes, fornecedores, acionistas e, claro, as nossas equipa e famílias”, afirma. “Apesar do risco, precisamos de encerrar o confinamento. Mas ser solidários, sociáveis. Em última análise, cívicos e usar todas as ferramentas que estiverem à nossa disposição para reduzir o risco de infeção, com teletrabalho, videochamadas, uso de máscaras FFP2, óculos de proteção, luvas e gel desinfetante. Até que haja vacina ou retrovirais eficazes, teremos de conviver com a Covid-19. O nosso objetivo continua a ser oferecer valor à sociedade a curto, médio e longo prazos”, conclui Victor Cañizares, que apela ao espírito de união e de solidariedade para superar a crise do novo coronavírus. A ideia é levar o mercado a bom porto e não deixar ninguém pelo caminho.

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João Vieira

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