Proximidade e prontidão

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As atitudes, receios e preocupações dos consumidores, de um modo geral, sofreram alterações com o surgimento e ao longo da evolução da crise pandémica. A expansão do coronavírus desencadeou uma série de mudanças e transformações que, naturalmente, estão a ter impacto no seu comportamento.

Os hábitos de consumo estão a mudar de forma radical e esta situação representa já a maior mudança comportamental das últimas décadas. A componente emocional está, mais do que nunca, na origem das decisões do consumidor. Tanto na compra quanto no serviço, uma “nova normalidade” está a surgir quando se trata de como os clientes desejam comprar e fazer a manutenção de seus veículos.

Desta forma, o digital torna-se cada vez mais importante ao longo de todo o processo de compra, com os consumidores cada vez mais interessados ​​em serviços online e sem contacto.
Os consumidores estão a exigir mais das marcas e das empresas em que confiam e no seu compromisso de estarem mais perto delas e criarem uma diferença real nas suas vidas, quer em termos de ligação emocional, quer através de aspetos mais racionais, como a proximidade e a prontidão no momento de responder às suas necessidades. A nova forma de vida que agora temos, tem impacto direto na forma como passamos a consumir, sendo mais exigentes com a disponibilidade imediata da compra.

A sensação de incerteza associada à preocupação com a saúde e as condições económicas torna as pessoas mais conservadoras na maioria das suas decisões. Mais do que nunca, os consumidores pensam duas vezes antes de gastar e estão mais motivados para a poupança, devido à incerteza que este contexto lhes traz. É por isso que a acessibilidade se torna novamente essencial para fidelizar o cliente.
Sendo impossível ignorar esta realidade, as empresas que terão bons resultados serão as que souberem escutar e se adaptar, de modo a satisfazer este novo modo de consumo, que procura uma oferta menor em variedade, mas com mais valor acrescentado. Será mais eficaz propor uma oferta limitada, mas poderosa e significativa, do que uma excessivamente sofisticada e diversificada que dê resposta a necessidades que, neste momento, não estão no topo das prioridades das pessoas. As empresas devem dedicar-se a criar produtos e serviços de grande qualidade e incentivar os consumidores a comprarem menos coisas, mas melhores. Os consumidores apreciarão as empresas que percebam que é altura de fazer propostas simples, significativas e de impacto, bem como as que compreendam corretamente o novo equilíbrio de prioridades imposto pela situação global.
O que torna um produto melhor do que o outro já não é apenas o preço ou a quantidade. O impacto ambiental e social são cada vez mais considerados na hora de comprar. Existe uma oportunidade imediata para as empresas combinarem os seus serviços com boas práticas ambientais, sanitárias e de gestão. E existe um novo papel a desempenhar que inclui ir além da resposta às necessidades funcionais e entender o que os clientes realmente valorizam, para ir de encontro às suas necessidades.

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Redação RP

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