já conhecia as múltiplas vidas dos pneus?

já conhecia as múltiplas vidas dos pneus?

A gestão dos pneus desempenha um papel significativo na rentabilidade das empresas de transporte. Esta gestão combina a escolha correta de produtos originais com as operações de reesculturação e recauchutagem, que prolongam a sua vida útil.

Para a maioria das frotas, os pneus representam a terceira maior rubrica no orçamento de funcionamento. O menor custo por quilómetro possível é alcançado com um bom sistema de gestão de pneus que inclua a utilização de pneus reesculturados ou recauchutados de qualidade.

Cada empresa deve programar as múltiplas vidas dos seus pneus para aproveitá-los ao máximo, de acordo com as suas próprias exigências. Neste artigo, baseado em informação da Michelin, respondemos às perguntas que muitos profissionais do transporte fazem: Quando utilizar estas soluções? Até que ponto? Em que condições?

Sinónimo de segurança

Um veículo pesado pode viajar com toda a segurança com pneus reesculturados, desde que os pneus tenham sido concebidos para serem reesculturados e que a operação seja realizada por um profissional. Reesculturar é uma operação autorizada pelo código da estrada e recomendada pela ETRTO (European Tyre and Rim Technical Organisation).

Considerando que devolve as arestas vivas e uma altura de 6 a 8 mm às esculturas, o reesculturado prolonga a vida útil dos pneus e aumenta o seu nível de segurança. Esta operação permite que os pneus aumentem o seu nível de aderência transversal e de motricidade em até 10%, por comparação com os desempenhos verificados nos mesmos pneus utilizados atá ao desgaste.

Alguns fabricantes produzem pneus equipados com uma camada de borracha regular e suficiente para permitir um reesculturado de qualidade, sem alterar a robustez ou a resistência do produto. Neste tipo de pneus, a operação deve ser realizada quando a altura de escultura é de 2 a 4 mm.

Não se recomenda reesculturar quando a banda de rolamento apresenta vestígios de agressões (cortes, arrancamentos ou lonas metálicas visíveis). É desaconselhado reesculturar os pneus submetidos a utilização intensa e agressiva, como a circulação em todo-o-terreno.

Consegue-se economizar?

A escolha correta dos pneus e cuidar da manutenção durante toda a sua vida útil é a melhor forma de reduzir os custos. Reali- zada segundo as regras estabelecidas pelo fabricante, o reesculturado também pode representar:

• Até 25% mais de km percorridos;

• Até 2 litros de combustível economizado em cada 100 km;

• 70 kg de matéria-prima economizada em cada quatro pneus reesculturados, o equivalente a um pneu novo.

Poderá parecer surpreendente, mas um pneu reesculturado é económico porque se gasta mais
 lentamente do que um pneu novo, o que permite obter uma economia no combustível consumido. Na verdade, o reesculturado é realizado quando a resistência ao rolamento do pneu é mais reduzida.

Os ribs de borracha ficam, então, menos altos e, portanto, mais rígidos do que os dos pneus novos. Rigidez que tem a vantagem de limitar os atritos na estrada, de retardar o desgaste dos pneus e de economizar combustível.

Leia o artigo completo na edição de setembro de 2019 da Revista dos Pneus.

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Do mesmo Autor: João Vieira

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