Como tirar proveito da mudança?

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Para darem resposta às necessidades dos clientes e para trabalharem de uma forma responsável, as empresas têm de mudar o que é suposto mudar. Adotar e potenciar a mudança ajuda as empresas a manter a vantagem competitiva. Se tal não acontecer, acabarão por gastar muito tempo e dinheiro em mudanças ineficazes

Não nos referimos a mudar apenas por uma questão de mudança, mas sim a uma mudança planeada, estruturada e progressiva que permite que as organizações cresçam, evoluam, sobrevivam e prosperem em qualquer tipo de mercado. Atualmente, as empresas estão a sentir mais mudanças do que em qualquer outro momento da história, e o ritmo da mudança está a acelerar.

Existem três tipos de empresas que implementam a mudança: O primeiro são aquelas empresas que ficam para trás. Apercebem-se subitamente que a concorrência está ao mesmo nível ou até que as ultrapassou e lutam por fazer mudanças na organização de modo a voltarem à liderança. Infelizmente, para essas organizações, nessa altura, por norma já é demasiado tarde. Em geral, são empresas que são surpreendidas pela mudança, o que significa que estavam completamente focadas no modo como sempre fizeram negócio, permitindo que novas ideias inovadoras as apanhassem desprevenidas e sem capacidade de competir.

O segundo tipo de organização muda apenas o suficiente para manter o status quo. Estas são as empresas que estão bem. O negócio corre muito bem. Elas argumentam para si próprias: “Porque é que temos de mudar? A mudança incomoda os funcionários e os clientes.” No limite, mudam apenas o suficiente para manter o estado atual. Eventualmente, podem vir a deparar-se com a situação das primeiras organizações referidas, sendo igualadas ou ultrapassadas pelos concorrentes.

O terceiro tipo de organização é aquele que adota e potencia a mudança, criando uma cultura de mudança, através da qual os líderes são estimulados ou se prevê que sejam agentes de mudança. Estão continuamente a avaliar a sua estrutura organizacional e a procurar formas de realizar uma mudança organizacional benéfica. Estas organizações utilizam a mudança como um estímulo para prosseguir em frente e para melhorar os respetivos resultados comerciais. Se o ritmo de mudança no interior de uma organização for inferior ao ritmo de mudança no exterior, o fim estará à vista.

Até mesmo as organizações poderosas não possuem habitualmente uma capacidade inata para efetuar a mudança. Parece ser algo que se aprende a longo prazo, e é um processo difícil para a maioria. Invariavelmente, quando sugerimos às oficinas que se tornem mais eficazes na mudança, a reação é defensiva. A verdade é que a maioria das oficinas não é boa a efetuar a mudança e falta-lhes especialmente capacidade para comunicar a mudança aos funcionários de uma forma positiva.

Conhecer e encarar este facto é o primeiro passo para utilizar a mudança proativamente em proveito da organização. De modo a planear proativamente a mudança, o proprietário da oficina deve colocar a si próprio e aos seus funcionários as seguintes questões:

– Quais são os primeiros sinais de aviso de que a mudança é inevitável?

– Que sistemas, estruturas e processos pode implementar para manter a vantagem competitiva em relação à concorrência e evitar ser surpreendido?

– Se fosse concorrente de si próprio, como poderia alcançar ou ultrapassar a sua empresa?

– Quais as solicitações dos clientes que parecem mais extravagantes e impossíveis? Se considerasse dar resposta a essas solicitações, o que teria de mudar para cumprir essa tarefa?