“O mercado tem reconhecido o nosso elevado grau de profissionalismo”, Rui Chorado, Dispnal

“O mercado tem reconhecido o nosso elevado grau de profissionalismo”, Rui Chorado, Dispnal

A Dispnal orgulha-se de oferecer ao mercado a mais vasta e completa gama de produtos, que começa nas câmaras de ar e termina nos pneus de engenharia civil, passando, claro está, pelas gamas de turismo, comerciais, SUV/4×4, pesados, agrícolas, florestais, industriais e jantes de camião.

A empresa continuará a disponibilizar ao mercado as soluções mais económicas, de maior qualidade e, mais importante, as marcas mais rentáveis. Quer para clientes/agentes, quer para clientes finais. Em entrevista à Revista dos Pneus, Rui Chorado, administrador da Dispnal, faz um balanço da atividade da empresa no ano de 2019 e revela os objetivos para 2020.

Que balanço faz do desempenho da Dispnal em 2019?

2019 foi um ano muito positivo para as atividades comerciais quer da Dispnal Pneus, quer da Dispnal Iberia, sociedade do grupo que se dedica à comercialização dos diferentes produtos que compõem a nossa gama, em Espanha.

Com efeito, 2018 já tinha sido um ano bastante positivo em termos da performance global da nossa operação ibérica, o que nos levava a antecipar um 2019 prometedor, com as economias portuguesa e espanhola a “descolarem para um voo mais tranquilo”.

Em 2019, voltámos a não esquecer a teoria da mudança de Charles Darwin: “Não são as espécies mais fortes nem as mais inteligentes que sobrevivem, mas aquelas que melhor respondem às mudanças”. Na Dispnal, 2019 continuou a ser um ano de permanente mutação e adaptação às novas realidades dos mercados.

Se os clientes procuram racionalizar e rentabilizar custos, temos de oferecer-lhes soluções económicas e, sobretudo, mais rentáveis, como é exemplo a nossa novíssima marca Roadmarch, com tecnologia de fabrico sul-coreana, fabricada em unidades de produção de última geração.

A Roadmarch veio para ficar. Dispõe de uma gama inovadora de pneus de turismo, comerciais e SUV/4×4, que distribuímos, em regime de exclusividade, para Portugal e Espanha. Com a marca Roadmarch, os clientes asseguram ao consumidor final uma marca económica, de qualidade e, não menos importante, de continuidade.

Neste caso, a diferenciação está na continuidade. O cliente sabe que, se amanhã necessitar de um pneu, a Dispnal tem. De salientar, também, os excelentes desempenhos da nossa nova marca de pneus OTR – Engenharia Civil e Obras Públicas: Westlake, que é premium em qualidade e budget em posicionamento de preço.

A marca premium da ZC Rubber, 9.° maior fabricante mundial, destaca-se pela superior qualidade e diversidade dos seus produtos. Finalmente, sublinhar a assinatura da parceria de distribuição da nova gama de pneus agrícolas da Continental, gama agora distribuída em Portugal pela Dispnal.

Orgulhamo-nos de comercializar as soluções mais económicas e, mais importante, as marcas mais rentáveis do mercado. Quer para os nossos agentes, quer para os clientes finais.

Na reta final do ano, voltámos a apostar e a inovar em novas tecnologias. Com o objetivo de facilitar e simplificar a relação comercial com os nossos clientes, lançámos o novo site, que disponibiliza ao mercado a mais moderna e intuitiva plataforma B2B (loja online).

E quais os objetivos para 2020, relativamente às marcas que distribuem em exclusivo?

Na Toyo, quero destacar a renovada estratégia de crescimento da marca no nosso mercado. Iniciámos o ano com uma campanha de sell-in intitulada “Tecnologia em Movimento”, conceito que se aplica como uma luva à marca japonesa. Na marca Petlas, destaco a qualidade superior dos pneus pesados fabricados no continente europeu, que constitui uma das grandes apostas da Dispnal no mercado ibérico em 2020.

A marca Nankang constitui um valor seguro para clientes e utilizadores finais. Continuaremos a consolidar a presença da nossa marca budget Roadmarch, nas mais prestigiadas casas de pneus de Portugal e Espanha. Nos segmentos agrícola e industrial, continuaremos a garantir produtos de excelência com as marcas Petlas e Galaxy (Yokohama), esta última também aposta no segmento OTR Radial, com destaque especial na gama de pneus de portos (pneus de altíssima qualidade).

Não esquecemos ainda o segmento das jantes de camião, com muita tradição na Dispnal, através do lançamento da marca sul-coreana Alord (jantes de alumínio de muita qualidade). 

No segmento mais “pesado”, de engenharia civil e obras públicas, vamos surpreender o mercado com a qualidade premium dos pneus Westlake, sempre com preços competitivos e o custo/hora mais baixo do mercado. No segundo trimestre deste ano, teremos uma grande novidade no segmento dos pneus pesados.

Quais são os segmentos que têm vindo a registar maior crescimento?

Os dos pneus de turismo de elevadas performances (UHP) e SUV/4×4 seguem com taxas de crescimento elevadas e prometem continuar a evoluir.

Como vê a evolução dos canais de venda, em particular o interesse que as oficinas de mecânica e os concessionários de automóveis estão a demonstrar pelos pneus?

Na Dispnal, pensamos que cabe a cada interveniente no canal de distribuição de pneus definir o seu papel no que respeita aos diferentes canais onde quer estar presente. A Dispnal tem estado, desde sempre, do lado dos especialistas de pneus (casas de pneus). Caberá aos retalhistas (casas de pneus) fazerem as suas opções em termos de fornecedores que mais protegem o seu negócio. 

Vê o distribuidor com papel fundamental no futuro do negócio das casas de pneus e retalhistas? Qual o papel do distribuidor ou armazenista na cadeia de valor?

Na Dispnal, procuramos centrar os nossos esforços e o nosso foco no aumento da rentabilidade do negócio dos nossos clientes/agentes. Exemplo disso, são as nossas marcas Toyo, Petlas, Nankang, Roadmarch e Westlake, entre outras, através das quais nos orgulhamos de oferecer, não só, produtos de qualidade superior, que comparamos com as mais prestigiadas marcas a nível mundial, mas, também, através dos nossos parceiros distribuidores, o melhor serviço do mercado.

Orgulhamo-nos ainda de oferecer ao mercado a mais vasta e completa gama de produtos, que começa nas câmaras de ar e termina nos pneus de engenharia civil, passando, claro está, pelas gamas de turismo, comerciais, SUV/4×4, pesados, agrícolas, florestais, industriais e jantes de camião. É uma tripla parceria entre fabricante, distribuidores e utilizador final. Sempre com as mais elavas taxas de rentabilidade para os nossos clientes/agentes. 

Como centro de competências que nos esforçamos diariamente por continuar a ser, disponibilizando aos nossos agentes a partilha de know-how relativo à gestão do negócio e do mais variado apoio técnico de suporte ao mesmo.

O mercado tem reconhecido o nosso elevado grau de profissionalismo, sempre no sentido de aumentar a qualidade do nosso serviço. Um grande bem-haja a todos os nossos agentes por estes mais de 20 anos de sucessos partilhados.

Que ações devem ser tomadas junto dos automobilistas para uma maior sensibilização relativamente à importância que o pneu tem para a segurança?

Todas as ações que tendem a sensibilizar os automobilistas para o papel fundamental e decisivo que os pneus desempenham na segurança do veículo, são de importância vital. Cabe às associações do setor promoverem ações de sensibilização de modo a alertar os automobilistas para a necessidade vital de verificação do estado dos pneus (desgaste, danos e pressões). 

Que análise faz do mercado de pneus em Portugal?

O mercado dos pneus em Portugal, como em todos os principais mercados europeus, caracteriza-se pela grande competitividade entre todos os agentes. No entanto, esta competitividade tem tido efeitos nefastos sobre todo o setor, tendo contribuído, negativamente, para o degradar de margens de comercialização de todos os intervenientes no negócio.

Em termos gerais, quais são os fatores que mais estão a condicionar (positivamente e negativamente) o comércio de pneus em Portugal?

Sinteticamente, do lado positivo, destacaria o grande profissionalismo e a elevada qualidade dos serviços prestados pelos nossos clientes/agentes. Do lado negativo, a degradação das margens de todos os intervenientes (casas de pneus incluídas), que resulta da absurda guerra de preços que tem caracterizado o setor nos últimos anos.

Qual a sua visão de futuro a médio e longo prazos do comércio de pneus em Portugal?

O mercado dos pneus em Portugal terá de continuar a seguir as tendências dos mercados europeus em geral. A busca de margens é fundamental. As empresas vivem de rentabilidade e sem “saúde financeira” não sobrevivem. O setor tem de refletir, urgentemente, sobre esta problemática e a Revista dos Pneus, por certo, não deixará de ser um “ponto de encontro”, que poderá desempenhar um papel fundamental neste diálogo, tão necessário, entre partes e parceiros.

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Do mesmo Autor: João Vieira

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