“Somos um setor essencial para o bom funcionamento da sociedade”, Mário Mendes, First Stop

“Somos um setor essencial para o bom funcionamento da sociedade”, Mário Mendes, First Stop

Nenhum sector estava preparado para uma realidade como a que estamos a viver, pelo que a First Stop tem atuado numa base semanal. Informação, adaptação, persistência e ações imediatas têm sido a realidade atual da rede.

O que mudou na atividade das oficinas da rede First Stop?
Toda a rede teve de enfrentar a realidade de um mercado que “parou” de um dia para o outro. Em resumo a atividade das oficinas têm sido uma adaptação e uma reação a essa paragem com alterações profundas na forma de gestão e na forma processual dentro da oficina tendo em conta a nova realidade social que vivemos.

Como está a necessidade de isolamento social a impactar na atividade da First Stop?
Está a impactar fortemente a atividade dos nossos parceiros com uma quebra acentuada de afluência de veículos à oficina.

Que meios utilizam para manter o contacto com os clientes?
Todas as bases de dados estão a ser utilizadas de uma forma mais profunda. Novas formas de negócio estão a ser implementadas como o exemplo da realização do trabalho na casa do cliente ou como o serviço de recolha e entrega da viatura higienizada de uma forma gratuita.

Que boas práticas estão a ser implementadas pela First Stop para conseguir manter a atividade em segurança?
Todos os processos dentro das nossas oficinas tiveram de sofrer uma alteração. Marcação no chão que permite o distanciamento social obrigatório, receções com acrílicos de proteção no atendimento ao cliente, material de proteção obrigatório individual como as máscaras e luvas de uso obrigatório, colocação de gel desinfetante em várias áreas fundamentais da oficina, rotação das equipas ou seja todas as medidas necessárias para que o atendimento e o serviço seja feito em segurança máxima para clientes e colaboradores.

É possível contabilizar já os prejuízos causados pela Covid-19?
Conseguimos medir os prejuízos até ao dia de hoje que foram de certa forma avultados. Pensamos que ainda é cedo para fazer um balanco final pois existem ainda muitos cenários possíveis nos próximos tempos.

Para quando antevê a retoma do setor? E de que forma?
Pensamos que o ano de 2020 será um ano atípico e onde a retoma se realizará de uma forma gradual e sempre dependendo de fatores externos ao setor. Tudo depende de realidades como a imunidade natural, a existência ou não de um segundo surto e noticias de um possível tratamento. Toda esta informação definirá comportamentos sociais que terão consequências diretas no sector, pelo que é difícil antecipar em termos temporais e a forma em que se efetuará a retoma. Nesta fase estamos numa fase de reação e adaptação.

Na sua opinião, o que vai acontecer ao setor dos pneus em Portugal pós Covid-19?
Na minha opinião o sector dos pneus irá surgir pós Covid-19 de uma forma diferente. A nosso tecido empresarial estará seguramente de uma outra forma, as tipologias de negócio, rentabilidade e exequibilidade serão outras e todos o negocio terá de ser analisado. Penso que os principais pilares do nosso sector se manterão inalteráveis, mas a forma de os trabalhar mudará radicalmente.

Que mensagem deseja transmitir ao setor para o futuro?
Uma mensagem de ânimo, resiliência, persistência, adaptação, e reinvenção, mas acima de tudo de coragem.

Somos um sector essencial para o bom funcionamento da nossa sociedade. Continuaremos a ser no futuro tendo a consciência perfeita que essa Sociedade pode eventualmente não ser a mesma quer em termos Humanos e sociais  quer em termos de negócio.

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João Vieira

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