Nova temporada, novos pneus: a Michelin no MotoGP de 2024

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A Michelin vai estrear os seus novos pneus da gama MICHELIN Power Slick, no campeonato mundial MotoGP de 2024. Serão 21 corridas em 4 continentes, com 2 novos desafios – o circuito de Sokol, no Cazaquistão, e o circuito de Aragão, em Espanha

Nos primeiros treinos do Campeonato do Mundo FIM de MotoGP 2024, que tiveram lugar entre os dias 6 e 8 de fevereiro, no circuito de Sepang (Malásia), deu-se início a “uma emocionante nova temporada que promete”, revelaram em comunicado.

Até novembro, 22 pilotos (11 equipas) irão marcar presença em 21 corridas pelo mundo fora – EUA, Ásia, Oceânia, Médio Oriente e, claro, na Europa.

Com percursos bastante distintos, as suas características vão representar um grande desafio para os engenheiros da Michelin, que estão encarregues de desenvolver uma gama de pneus capaz de responder às exigências extremas, independentemente da meteorologia, da topografia ou da rapidez do circuito, do tipo de asfalto e do número de curvas.

Evolução da gama MICHELIN Power Slick para a temporada de 2024

Os novos pneus Michelin para esta nova temporada exigiram muitos meses de desenvolvimento. Para as equipas, não se trata de um salto para o desconhecido, já que os seus pilotos tiveram a oportunidade de testar os pneus, e de validar a sua performance, ao longo da época passada. Estes novos compostos são o início de outra mudança: em 2025, a Michelin lançará outro novo pneu de MotoGP, desta vez com uma nova estrutura.

Pneu dianteiro: apresenta muitas novidades na composição dos compostos do pneu dianteiro, que também são resultado de um novo processo de mistura. No geral, os pneus de 2024 são significativamente mais rígidos do que os da temporada passada para responder melhor às forças crescentes colocadas na roda dianteira.

Pneu traseiro: também neste caso a Michelin utilizou tecnologias novas e cada vez mais inovadoras, tanto em termos de componentes como de técnicas de “mistura”. O objetivo é obter um desempenho mais regular e reduzir o desgaste ao longo das voltas.

Os compostos de borracha dos pneus dianteiros e traseiros têm composições diferentes e utilizam métodos de fabricação diferentes.

Redução na alocação de pneus para cada corrida

“Como em todas as modalidades automobilísticas em que participa, a Michelin desenvolve soluções tecnológicas e logísticas com espírito de eficiência e proteção ambiental”, sublinharam. Deste modo, foram mantidas as medidas adotadas em 2023 relativas à redução do número de pneus permitidos por fim de semana de corrida.

“Menos pneus utilizados significa reduzir as matérias-primas a obter e utilizar menos logística, menos montagem e desmontagem e menos reciclagem”, sublinhou Piero Taramasso, responsável pelos programas de competição de duas rodas da Michelin.

“Na temporada passada vimos que o desempenho e a versatilidade dos nossos pneus permitiram aos pilotos oferecer um espetáculo de alto nível. Utilizar menos pneus, reforçando a sensação de competição e aumentando o nível de desportividade, permite-nos dar mais um passo em direção a um automobilismo mais sustentável e responsável”, referiu. “Este é um verdadeiro sucesso, fruto do empenho inabalável das equipas Michelin Motorsport”, acrescentou ainda.

Para os eixos dianteiro e traseiro, a Michelin volta a oferecer este ano 3 compostos: Macio, Médio e Duro, num catálogo com até 7 opções, do mais macio ao mais duro, dependendo das características do circuito e dos dados meteorológicos . Para cada fim de semana de corrida serão selecionadas 3 especificações de pneus para a roda dianteira e 2 para a traseira, normalmente uma combinação de Macio-Médio ou Médio-Duro. Cada piloto receberá 15 pneus dianteiros (5 de cada composto) e 12 pneus traseiros (7 do composto mais macio e 5 do composto mais duro). Quanto aos pneus de chuva, a colocação é sempre de 6 pneus dianteiros e 7 pneus traseiros, em duas especificações: Macio e Médio.

A partir daí, cada piloto poderá usar um total de 10 pneus dianteiros e 12 pneus traseiros em cada fim de semana. Graças a esta distribuição, em três anos a Michelin conseguiu reduzir em 1.400 o número de pneus utilizados durante uma temporada. Esta redução deve-se à observação dos pneus efetivamente utilizados, de forma a racionalizar a produção, otimizar os stocks e, consequentemente, proteger o ambiente.

Os pneus traseiros são maioritariamente assimétricos, ou seja, utilizam dois compostos mais ou menos reforçados dependendo do número de curvas direitas ou esquerdas de cada circuito, enquanto os pneus dianteiros são quase sempre simétricos. Há apenas três exceções ao uso de pneus dianteiros assimétricos na temporada: nos circuitos de Sachsenring (Alemanha), Phillip Island (Austrália) e Valência (Espanha). Nestes casos, a sua banda de rodagem é constituída por dois compostos diferentes na proporção de um terço/dois terços.

De referir que em Sokol (Cazaquistão) e Aragão (Espanha), dois circuitos novos ou que regressam ao campeonato, a Michelin disponibilizará aos seus parceiros uma especificação adicional de pneus dianteiros e traseiros. Os pilotos terão assim uma gama mais ampla de opções de pneus para realizar os seus testes e afinações, o que aumenta o nível de desempenho e também de segurança.