Pneus do WRC 2021 têm a marca Pirelli

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Um total de oito compostos identificados por famílias – P Zero e Cinturato (asfalto), Scorpion (terra) e Sottozero (neve e gelo) – compõem a linha de pneus para o WRC da marca Pirelli. 

O shakedown do rally da Sardenha deu o tiro de partida para o regresso da Pirelli como fornecedor exclusivo de pneus do WRC (World Rally Championship), a partir da próxima temporada. A empresa italiana trabalha há meses para desenvolver os novos pneus para terra, asfalto, neve e gelo, com o objetivo de oferecer durabilidade, bons níveis de performance e facilitar a adaptação dos pilotos e das equipas aos compostos.

O responsável Pirelli pelos ralis, Terenzio Testoni, comentou a este respeito: “Depois de um intenso programa de testes, estamos muito satisfeitos por apresentar os nossos novos pneus na Sardenha e por darmos aos jornalistas especializados a oportunidade de descobri-los a partir de uma posição privilegiada, no assento do copiloto. No final do fim de semana, todos poderão vê-los em ação, quando Petter Solberg assumir o volante do carro de testes da Pirelli, na fase final da competição. A próxima vez estes pneus voltarem à atividade competitiva será já no rali de Monte Carlo de 2021, no qual a Pirelli assumirá a posição de fornecedor exclusivo. O desenvolvimento destes pneus teve por base toda a experiência da marca no mundo das competições, onde se incluem as aulas derivadas da Fórmula 1, as demais competições em circuito e, claro, todo o know-how da marca em ralis”.

Caraterísticas da Nova Gama
Competições como a de Monte Carlo representam o teste por excelência para todos os fornecedores de pneus, devido às peculiares condições de inverno desta prova. Neste rali, os pilotos têm de enfrentar especiais totalmente cobertas de neve, outras parcialmente secas e ainda superar zonas gelados. As equipas poderão optar por pneus de neve Pirelli Sottozero, com ou sem pregos, ou opções P Zero para asfalto.

Na Suécia, será oferecido um pneu para rodar sobre o gelo, o Sottozero Ice, que com os seus 384 pregos vai proporcionar toda a aderência. O desafio com este tipo de pneus é preservar este tipo de elementos quando a temperatura sobe e as secções passam a ser de terra, uma circunstância muito habitual nos últimos tempos.

Para as provas em asfalto será fornecido um P Zero com três opções: supermacio (exclusivo para Monte Carlo), macio e duro. Estes tipos de ralis variam entre pistas suaves e aderentes, do tipo “circuito”, como acontece com o Rali de Espanha, e entre superfícies mais sujas onde a aderência é de notar pela sua ausência. Todos os compostos deste tipo devem conseguir lidar com condições de piso seco ou molhado. Em caso de chuva extrema, será fornecida uma variante do Cinturato, capaz de evacuar uma maior quantidade de água do asfalto.

 Dos Ralis à Estrada
A Pirelli está envolvida no Campeonato do Mundo de Ralis desde a sua inauguração, na temporada de 1973. A primeira vitória da marca foi conquistada por Achim Warmbold, ao volante de um Fiat 124, na Polónia, naquele mesmo ano. O primeiro título de pilotos aconteceria em 1980, um ano depois de ser introduzido o sistema de atribuição de pontos para os pilotos, por Walter Rohrl, ao comando de um Fiat 131 Abarth. A marca de P lunga sempre apostou nos ralis como laboratório tecnológico para a produção de pneus de série. Não é de surpreender que algumas das inovações fundamentais da gama Cinturato ou do emblemático P Zero, tenham surgido como resultado de experiências anteriores no desporto motorizado.

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João Vieira

Do mesmo Autor: João Vieira

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