CEMA comemora 50 anos
O CEMA, celebra em 2023 o seu 50º Aniversário e é um dos centros de testes de pneus mais relevantes do grupo Michelin a nível mundial
No seu caminho rumo a uma mobilidade sustentável, a Michelin evolui permanentemente a performance do pneu, não só adaptando-se às profundas e contínuas alterações que atravessa a indústria, mas, também, trabalhando para alcançar o compromisso estabelecido pelo Grupo, de que, em 2050, todos os seus pneus sejam fabricados com 100% de materiais sustentáveis, reciclados ou de origem biológica, com o objetivo de atingir já 40% em 2030, e de aumentar a eficiência energética em até 10%, por comparação com 2020, sem comprometer a performance.
Para cumprir o seu plano, a Michelin baseia-se na sua liderança tecnológica e na sua capacidade de inovação, com mais de 6000 especialistas dedicados a desenvolver os pneus mais avançados, e investimentos anuais de mais de 680 milhões de euros em investigação e desenvolvimento. O Centro de Experiências Michelin de Almeria (CEMA), que este ano comemora o seu 50 aniversário, ilustra na perfeição a capacidade de inovação da Michelin, e, atualmente, é um dos mais importantes centros do Grupo, a nível mundial, dedicados à experimentação e investigação de novos produtos.
O CEMA na atualidade: alta tecnologia em plena natureza
Situado no cabo de Gata, numa zona com um microclima particular, que conta com o nível pluviométrico mais baixo da Europa (apenas 200 mm de chuva por ano), e temperaturas médio-altas, o CEMA oferece as condições ideais para desenvolver os programas de testes e avaliação a que são submetidos os novos pneus antes de serem lançados no mercado.
Nas suas instalações, que ocupam uma superfície de 4500 hectares, e contam com uma superfície total construída que supera os 60 000 metros quadrados, o CEMA possui um grande complexo de pistas especializadas, com mais de 100 km de extensão e todo o tipo de superfícies, que se adaptam a praticamente qualquer condição de utilização, e em que um amplo parque de máquinas de rodagem, e mais de 250 veículos de todo o tipo, totalizam, a cada ano, cerca de 20 milhões de quilómetros de testes, que permitem avaliar, em condições reais, as qualidades e as limitações de todo o tipo de pneus, em desempenhos tão diversos como a aderência em distintos tipos de piso, o conforto, a resistência às agressões e ao desgaste, ou o seu comportamento face a choques, ou em situações de alta temperatura, entre muitas outras variáveis.
No CEMA trabalham mais de 170 especialistas altamente qualificados, que dispõem das tecnologias mais avançadas para a captação e tratamento dos milhões de dados quem, diariamente, são obtidos através dos ensaios. O centro conta, também, com serviços técnicos específicos, cujas funções abarcam desde o estabelecimento da metodologia, ou as condições e seguimento dos testes, até à realização material dos testes, assim como a conceção e afinação dos equipamentos mecânicos, eletrónicos e informáticos, a instrumentação e análise dos veículos, ou o estudo de traçados e pavimentos.
Por tudo isso, o CEMA é, atualmente, uma peça chave para a liderança do grupo Michelin em investigação, desenvolvimento e tecnologia.
Uma história de progresso baseado na inovação
A localização do CEMA em Almeria não é fruto do acaso. No início dos anos de 1970, a Michelin procurava terrenos adequados, no sul da Europa, para implantar um novo centro de estes, e o Cabo de Gata reunia as condições ideais.
Inaugurado oficialmente a 2 de janeiro de 1973, inicialmente como um complexo destinado à experimentação com pneus de obras públicas e mineração, o CEMA contava, nos seus primeiros meses de atividade, com um quadro de funcionários de 59 pessoas, seis veículos de testes e uma única pista de ensaios de 3,5 km. Com o passar dos anos, o CEMA foi evoluindo, crescendo em instalações, recursos humanos e tecnologia, para converter-se num centro de testes de pneus referencial a nível mundial.
Apenas um ano depois da sua entrada em funcionamento, iniciou-se a construção de novas pistas específicas para pneus de maquinaria agrícola, a que se somaram, pouco depois, as instalações necessárias para os ensaios de pneus de camião. Em 1977 já funcionava a primeira pista para a realização de testes de forma automática, o que representou um grande avanço, ao permitir utilizar, pela primeira vez, veículos sem condutor. Com o passar dos anos, o crescimento do volume e do tipo de ensaios foi acompanhado de novas infraestruturas, edifícios e contratações, sendo em meados dos anos de 1980 que têm início os testes de pneus de Turismo, Comerciais Ligeiros e Avião.
Em 1982, iniciam-se as análises não destrutivas, através de raios X e ultrassons. E, em 1989, tem início uma nova era na automatização, capacidade e versatilidade dos ensaios, graças ao desenvolvimento de novos protótipos, e de máquinas de design e conceção próprias. A partir de 1992 os testes de rodagem em pista são complementados com ensaios em estradas públicas, para testar pneus, tanto de turismo como de camião, em situações reais. A década de 1990 termina com acontecimentos que destacam a importância do CEMA no seio do grupo Michelin, como a apresentação, à imprensa internacional, do inovador processo de fabricação C3M, ou a celebração do centenário do Bibendum, entre outros. Nesta década aposta-se fortemente na formação, tendo sido assinados acordos com a Escola de Formação Profissional de Almeria para a realização de cursos de verão.
No princípio da década de 2000 tem início no CEMA o desenvolvimento dos pneus gigantes – mais de 4 metros de diâmetro, e de 5,6 toneladas de peso, por unidade – para as jantes de 63 polegadas do CA 797, o maior dumper do mundo. Outro importante avanço tecnológico desta década é a implementação de simuladores de alto rendimento para o desenvolvimento de pneus de camião, a que se segue, em 2015, a chegada do primeiro braço robótico, e do microscópio eletrónico por varrimento. Em 2020 são introduzidos novos meios de ensaio, como a rodadora S14, e o dumper D38 (CAT797F).
Comprometido com a envolvência e com a vida local
Além de ser uma referência pela sua capacidade tecnológica, o CEMA tem como especial caraterística a sua localização numa envolvência única: o Parque Natural Cabo de Gata-Níjar, de enorme importância biológica e paisagística. De facto, esta zona do cabo de Gata constitui um dos espaços naturais mais ricos da Península, e, em 1987, foi declarado Parque Natural.
A Michelin, consciente desta situação privilegiada, assumiu plenamente a responsabilidade que representa trabalhar nesta envolvência, seguindo um dos seus princípios fundamentais enquanto empresa: o respeito pelo meio ambiente. Por isso, a partir do CEMA, é realizado um vasto trabalho de proteção e conservação Parque, levando-se a cabo tarefas de reabilitação, e de reintrodução de espécies protegidas de flora e fauna, e com cuidados especiais para o exemplar de Dracaena Draco, o famoso dragoeiro originário das ilhas Canárias, que supera, largamente, os 400 anos, e é um dos símbolos do centro.
Para mais, o Grupo mantém convénios de colaboração com o organismo gestor do Parque Natural de Cabo de Gata-Níjar, com as universidades, e com outras entidades, para a conservação e melhoria deste local.





