Vulco explica porque pneus de F1 não servem na estrada

Vulco explica porque pneus de F1 não servem na estrada

A Vulco analisou o que aconteceria se um automóvel de estrada utilizasse pneus de Fórmula 1 e vice-versa, para demonstrar as diferenças técnicas entre ambos e a importância da especialização dos pneus 

O que aconteceria se trocassem entre si os pneus de um Fórmula 1 e de um automóvel de estrada? A Vulco procurou responder a esta questão para demonstrar até que ponto o pneu é um elemento fundamental para o veículo, e altamente especializado

De acordo com a Vulco, apesar de os Fórmula 1 utilizarem atualmente jantes de 18 polegadas, semelhantes às de muitos automóveis de estrada, a troca de pneus entre ambos os universos seria tecnicamente inviável.

No caso de um automóvel convencional equipado com pneus slick de Fórmula 1, os compostos exigem temperaturas muito elevadas para funcionarem corretamente, algo impossível de alcançar num veículo de turismo. Como consequência, haveria perda quase total de aderência e tração, além de elevado risco de aquaplaning devido à ausência de rasto.

A empresa explica ainda que um automóvel de estrada não conseguiria gerar as forças em curva e travagem necessárias para colocar o pneu na sua janela ideal de funcionamento, provocando um comportamento deslizante.

No cenário inverso, um Fórmula 1 equipado com pneus de estrada também apresentaria limitações significativas. Entre os principais problemas identificados estão a incapacidade dos pneus suportarem as elevadas cargas laterais do monolugar, deformações estruturais, degradação acelerada e perda de desempenho em aceleração, travagem e passagem em curva.

A empresa sublinha que a Fórmula 1 continua a funcionar como um importante laboratório tecnológico para o desenvolvimento de soluções aplicadas posteriormente nos automóveis de estrada.

Tecnologias como sistemas híbridos, gestão eletrónica da travagem, materiais leves, monitorização da pressão dos pneus e melhorias aerodinâmicas tiveram origem na competição.

No caso específico dos pneus, a competição permitiu desenvolver compostos mais aderentes e resistentes, estruturas internas mais robustas e novas soluções de simulação e controlo.

A Goodyear é apontada como uma das marcas com maior contributo nesta evolução, tendo desenvolvido soluções adaptadas às diferentes fases técnicas da Fórmula 1 ao longo das últimas décadas. Atualmente, mantém presença em competições como o WEC, NASCAR, BTCC e Europeu de Camiões.

“Os pneus são um dos elementos mais sofisticados do veículo. Embora o desenvolvimento dos pneus de competição responda a condições de utilização específicas, a experiência acumulada nas corridas permite transferir avanços reais para o dia a dia”, afirmou a Vulco.

“Na rede de oficinas Vulco, esta transferência tecnológica traduz-se numa oferta de pneus adaptada a cada veículo, incorporando soluções desenvolvidas nos ambientes mais exigentes, para melhorar a segurança e o desempenho em estrada”, concluiu.