Goodyear recomenda inspeção detalhada aos pneus após o confinamento

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Metade da população mundial esteve, durante as últimas semanas, confinada nas suas casas, sem possibilidade de viajar e com grandes limitações de movimentos devido à propagação da pandemia de Covid-19.

Neste contexto, muitos automóveis estiveram parados e sem utilização, com os problemas que tal acarreta para o veículo. Agora, que a população portuguesa entrou na primeira fase do desconfinamento, estando as seguintes previstas para as próximas semanas, o regresso à circulação torna necessário efetuar alguns trabalhos básicos de manutenção do veículo antes deste voltar a circular, sendo fundamental prestar especial atenção ao estado dos pneus enquanto elemento chave para a segurança do veículo.

A pressão de insuflação, a profundidade da banda de rolamento e o estado geral dos pneus são os três aspetos fundamentais que devem ser vigiados para manter o veículo em boas condições. Contudo, não são os únicos. A Goodyear deixa alguns conselhos essenciais para que o regresso à estrada seja feito da melhor forma possível e com a máxima segurança.

Pneus “quadrados”

O ideal teria sido manter o veículo elevado durante o longo período de inatividade, para evitar que os pneus tivessem de suportar peso excessivo. Porém, esta solução é pouco viável para a maioria dos condutores. Ainda assim, este é um aspeto especialmente crítico, devido ao seu peso mais elevado, no caso dos cada vez mais populares SUV e automóveis híbridos e elétricos.

Ao não ser utilizado o veículo, ter todo o seu peso assente sobre os pneus pode fazer com que estes sofram deformações, também conhecidas como “flat spots”. Estas zonas planas que surgem na banda de rolamento podem desequilibrar a roda, fazendo com que a direção vibre e afete o comportamento do veículo chegado o momento de voltar a circular na estrada.

Para evitar este problema, sempre que possível, o veículo deve ser movido regularmente, mesmo que por curta distância. Caso os pneus tenham recebido os cuidados adequados durante a sua imobilização prolongada, através dessas movimentações regulares, essas pequenas zonas planas, provocadas por alguns dias de paragem, geralmente desaparecerão após, aproximadamente, 40 km de condução.

Profundidade da banda de rolamento

Ainda que os prazos para realizar a inspeção ao veículo tenham sido suspensos durante o período em que durou o Estado de Emergência, a lei que rege a profundidade legal mínima da banda de rolamento de 1,6 mm manteve-se inalterada.

A profundidade da banda de rolamento desempenha um papel essencial para ajudar o veículo a “agarrar-se” à estrada, especialmente em condições de humidade elevada ou chuva repentina, como é habitual ocorrer na primavera.

Sem uma correta profundidade do desenho da banda de rolamento, o veículo será mais difícil de controlar e as suas distâncias de travagem aumentarão. Um pneu que seja utilizado com uma profundidade de piso abaixo de 1,6 mm é ilegal. E, caso as autoridades o detetem, o condutor poderá mesmo ser multado.

Pressões de insuflação

Mesmo quando um veículo não circula na estrada, os condutores devem prestar especial atenção à pressão dos pneus. Para mantê-los sempre no melhor estado, devem ser insuflados regularmente, utilizando como medida a pressão máxima recomendada pelo fabricante do veículo. Esta informação pode ser encontrada no manual do veículo, na porta ou no interior da tampa de acesso ao bocal do depósito de combustível.

Para realizar estas verificações e ajustá-las em conformidade, os condutores devem utilizar um medidor de pressão preciso, prestando atenção à necessidade de ajustar a pressão em função de cargas elevadas ou ligeiras.

Aquando da verificação e ajuste das pressões, os condutores também devem garantir que os seus pneus não têm deformações, fissuras ou objetos alojados na banda de rolamento. Caso algum destes fatores esteja presente, o pneu deve ser considerado inseguro até que seja inspecionado por um profissional.

Fatores do meio ambiente

O ambiente em que o automóvel esteve estacionado também pode influenciar a performance dos pneus, dado que o composto de borracha pode, igualmente, ser afetado pelo clima e pela temperatura.

A superfície sobre a qual o veículo está estacionado deve ser firme, razoavelmente nivelada, bem drenada e limpa. Os pneus não devem enfrentar temperaturas extremamente elevadas ou baixas durante longos períodos de tempo. De igual modo, não deverão ser permanentemente expostos à luz solar direta ou sobre superfícies absorventes de calor, como o asfalto negro.

Além de todas estas recomendações, a Goodyear aconselha uma visita a uma oficina especializada, para que na mesma possa ser realizada uma verificação destes e de outros fatores que podem afetar a performance do pneu e a segurança do veículo, após este período excecional de imobilização a que se viram obrigados a maioria dos veículos durante as últimas semanas.

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Do mesmo Autor: Bruno Castanheira

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