“Temos de focar-nos no plano estratégico definido para a nova fase”, Pedro Teixeira, Continental

“Temos de focar-nos no plano estratégico definido para a nova fase”, Pedro Teixeira, Continental

A Continental Pneus Portugal está a enfrentar esta pandemia com a cautela e o resguardo que se impõem numa situação como esta que o país e o mundo atravessam. Desde a primeira hora que tomou as devidas precauções no que se refere às medidas de segurança sanitárias indicadas pelas autoridades de saúde no que ao bem-estar dos seus colaboradores, fornecedores e parceiros diz respeito. Adotou o teletrabalho e todos os colaboradores estão desde o início da pandemia a trabalhar à distância.

Como está a reagir a Continental Pneus Portugal à pandemia Covid 19?
Como empresa socialmente responsável temos vindo a apoiar todos aqueles cujas funções são imprescindíveis ao funcionamento do país e, durante o estado de emergência, ativamos a nossa rede para apoio às empresas de transportes, baseada nos seus parceiros da rede 360º e na nossa rede ContiService, os quais manifestaram a sua disponibilidade para continuar a fornecer serviços e produtos com o objetivo de ajudar a mobilidade de ambulâncias, polícia, profissionais de saúde e trabalhadores.

Desta forma contribuímos para a continuidade da mobilidade dos portugueses, em especial dos que, por estes dias, não puderam ficar em casa. E aqui não podemos deixar de manifestar publicamente o nosso agradecimento à rede de parceiros que a muito custo tem mantido a sua capacidade de resposta quase inalterada. Agora, o país está numa nova fase.

Estamos lentamente a “desconfinar” e a retomar cautelosamente alguma normalidade. Temos estado em contacto com os nossos parceiros apoiando-os, informando-os e encaminhando-os para as autoridades competentes de forma a garantir que estes estejam a cumprir todos os requisitos, assegurando as devidas condições de segurança para colaboradores e clientes.

A questão sanitária é fundamental para ganhar a confiança dos consumidores e temos estado em estreita ligação com todos os nossos parceiros e em particular com os pontos de venda da rede ContiService a assegurar que numa altura em que se espera uma maior afluência às oficinas estas respondam prontamente ao desafio da segurança de clientes e colaboradores. Para apoiar ainda a proteção destes elementos estamos a distribuir viseiras de proteção individual pelos nossos parceiros.

O que mudou na atividade da Continental Pneus Portugal?
A face mais visível é claramente a forma como estamos a trabalhar. Toda a nossa equipa está em teletrabalho. Tendo em conta que integramos uma estrutura com presença global, todos os nossos colaboradores estão familiarizados com as diversas ferramentas de trabalho à distância.

No seio da equipa de direção e das respetivas equipas foram reforçados os mecanismos de comunicação para que nestes momentos de grande incerteza e constante mudança a nossa capacidade de adaptação, tomada de decisão e agilidade continuem a ser uma mais-valia para os nossos parceiros.

O grande desafio nesta fase foi o desenvolvimento de estratégias e de ferramentas para estarmos ainda mais próximos (embora fisicamente ausentes) dos nossos parceiros, numa fase crítica da sua atividade, prestando-lhe o máximo apoio e colocando toda a nossa equipa à disposição para responder às inúmeras solicitações.

Como está a necessidade de isolamento social a impactar na atividade da Continental Pneus Portugal?
O setor dos pneus está a ser fortemente impactada. Este é um setor que está intrinsecamente ligado à mobilidade. Estamos a sair de um estado de emergência em que as deslocações eram contraindicadas e entramos num estado de calamidade em que há um aligeirar de restrições, mas onde as deslocações continuam a ser desaconselhadas com as devidas exceções. O que significa que houve um decréscimo enorme nos automóveis em circulação e logo uma diminuição no desgaste dos pneus, não havendo necessidade da sua substituição.

Neste cenário, o segmento de ligeiros é o mais penalizado. No que se refere aos pesados e veículos industriais, este impacto não é tão significativo. Neste segmento temos tido até uma atividade muito interessante já que a operação logística do país se manteve muito ativa durante todo este período.

Que meios utilizam para manter o contacto com os clientes?
A tecnologia coloca hoje ao nosso dispor uma panóplia de ferramentas e de instrumentos que nos permitem estar constantemente e globalmente conectados. E como tal temos utilizado muitas dessas novas ferramentas no contacto diário com os nossos clientes. O telefone continua a ser um instrumento fundamental de comunicação e de apoio para resolução de situações que muitas vezes requerem uma atenção imediata.

A tecnologia veio aligeirar e contornar muitas situações impostas pelo confinamento social a que estivemos obrigados durante o estado de emergência. Felizmente temos conseguido ao longo destas semanas dar resposta a todas as solicitações colocadas pelos nossos parceiros. Acima de tudo era importante que os clientes percebessem que apesar de estarmos fisicamente afastados continuávamos e queríamos continuar mais próximos do que nunca.

Mas, a verdade é que esta é uma área de trabalho em que o contacto presencial e o “face to face” continua a ser muito valorizados. Os portugueses são um povo de afetos e de contacto físico.

Como estão a apoiar os vossos clientes neste momento difícil que o mercado está a viver?
Uma das “novidades” que a pandemia nos trouxe é que as empresas têm de ter, hoje, uma agilidade e uma capacidade rápida de tomar decisões, em linha com pressupostos e com uma realidade que está em constante mutação fruto do momento excecional que estamos a viver. E foi com muito “orgulho” que vimos durante o estado de emergência muitos dos nossos parceiros terem essa agilidade e disponibilizarem-se para continuarem a trabalhar e a apoiar todos aqueles que não podiam ficar em casa – veículos de emergência, policia, empresas de transporte.

Esse foi o primeiro sinal de que este é um setor resiliente e lutador e como tal tem todas as condições para retomar a sua atividade normal. Temos estado em contacto permanente com os nossos parceiros para perceber quais são as suas dificuldades imediatas, nomeadamente no que se refere à legislação e à implementação das normas sanitárias emitidas pelas autoridades competentes nesta fase de desconfinamento gradual.

Durante todo o período de emergência asseguramos a disponibilidade de stock e mantivemos a nossa capacidade de entrega. Acima de tudo temos estado numa articulação muito próxima com os nossos clientes apoiando-os em todas as necessidades.

Que boas práticas estão a ser implementadas pela Continental Pneus Portugal para conseguir manter a atividade em segurança?
Estamos obviamente a cumprir todas as normas emitidas pelas autoridades competentes quer do ponto de vista da proteção individual quer da minimização dos riscos de contágio. Desde a primeira hora que tomamos as devidas precauções para garantir o bem-estar dos nossos colaboradores, fornecedores e parceiros garantindo a máxima segurança para todos sem prejuízo da sua atividade profissional.

É possível contabilizar já os prejuízos causados pela Covid-19?
Qualquer informação avançada nesta fase será sempre prematura. A rapidez com que a realidade se altera, torna muito difícil fazermos previsões com alguma certeza. Até porque toda esta situação que estamos a viver é inédita! A atividade económica do país, fruto do estado de emergência que o país impôs e de todas as restrições ditadas em termos de deslocações, sofreu uma desaceleração generalizada e a Continental Pneus Portugal não é exceção. Não há como fugir deste contexto, agora temos que nos focar na retoma e no plano estratégico que definimos para esta nova fase.

Para quando antevê a retoma do setor? E de que forma?
O setor automóvel tem demonstrado, ao longo da sua história, uma singular capacidade de se adaptar e reinventar. Acreditamos que conforme as medidas restritivas forem sendo levantadas o setor vá recuperando gradualmente. O timing desta recuperação dependerá também do sucesso no combate a esta pandemia no nosso país, que tudo indica será elevado e consequentemente poderá permitir um retorno à normal atividade mais rápido.

Nesse sentido temos estado a trabalhar e a construir um plano estratégico de arranque com um conjunto específico de medidas e ações para que no momento que comecemos a experienciar no mercado alguma recuperação sejamos capazes mais uma vez que estar na linha da frente no que toca ao apoio aos nossos parceiros.

O fator crucial para a retoma económica será a confiança. As pessoas estão com medo de sair. Vai ser necessário criar estratégias para que as pessoas se voltem a sentir confortáveis na rua e ao mesmo tempo confiantes para estimular o consumo.

Na sua opinião, o que vai acontecer ao setor dos pneus em Portugal pós Covid-19?
Tal como referido anteriormente temos estado a trabalhar no nosso plano estratégico da retoma e onde o foco está na comunicação dos valores intrínsecos da marca Continental e onde a Segurança tem um lugar de destaque e será a este “statement” que iremos recorrer. As necessidades dos consumidores na fase pós-covid serão diferentes.

Acredito que a forma como olhamos para a realidade mudará e as marcas têm de ter a capacidade de alterar a forma como comunicam nesta nova era.

Nesta fase de retoma precisamos de incutir nos consumidores uma mensagem de segurança sanitária mas também económica.

Os consumidores têm que ter a perceção de que é seguro e importante continuar a consumir e apoiar as empresas. Nesse sentido queremos claramente afirmar-nos como um agente potenciador dessa segurança. Para todos os nossos clientes, parceiros e utilizadores dos nossos produtos queremos ser aqueles em que eles Podem Confiar!

Que mensagem deseja transmitir ao setor para o futuro?
Sobretudo uma mensagem de otimismo e de resiliência para termos capacidade de, com a coragem que caracteriza este setor, ultrapassarmos com sucesso esta fase. Como país tudo indica que tivemos a capacidade de vencer a primeira batalha desta guerra – garantir que a capacidade máxima da nossa estrutura hospitalar não colapsasse. Agora temos pela frente a segunda, igualmente importante, que passa por restaurarmos os nossos níveis de confiança, retomarmos cuidadosamente a atividade económica no país e passo a passo aumentarmos os níveis de mobilidade individual e coletiva. Este aumento será definitivamente o fator  determinante para voltarmos à normalidade da atividade no setor e que queremos e esperamos que seja o mais rapidamente  possível.

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João Vieira

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