Goodyear disponibiliza engenheiro de performance de pneus em Le Mans

No Campeonato do Mundo de Resistência da FIA, a Goodyear disponibiliza a cada equipa um engenheiro de performance de pneus, que trabalha em exclusivo com uma equipa de competição para maximizar a sua performance, frequentemente ao longo de múltiplas temporadas
A essência da relação entre engenheiro de pneus e piloto é única, e raramente replicada onde quer que seja no mundo do desporto. Os pilotos confiam na sua equipa para oferecer-lhes informação precisa, que os ajude a navegar pelos gigabytes de dados que alimentam uma operação de resistência moderna.
Um exemplo disto mesmo é o piloto de LMP2 Gabriel ‘Gabi’ Aubry, da equipa de competição Vector Sport, e o engenheiro de apoio em pista da Goodyear. Discutem a dinâmica de trabalho no interior do santuário de uma moderna equipa de competição.
“É um elemento crucial daquilo que fazemos enquanto equipa, e de como render enquanto piloto”, explicou Aubry, que correu pela primeira vez em Le Mans em 2018. Este ano, está a levar a cabo uma época inteira no WEC com a equipa Vector Sport.
“A parceria com a Goodyear ajuda-nos a compreender como desenvolver a configuração certa, e a estratégia de corrida mais correta. A parceria entre engenheiro e piloto é vital. Ajuda-nos a entender os pneus, para que possamos extrair o máximo rendimento durante um stint, e durante toda a corrida”.
É notável o quanto Gabi é entusiástico quando fala acerca do valor de um engenheiro da Goodyear dedicado: “É uma triangulação entre o piloto, o engenheiro da equipa e a Goodyear. Com a inexistência de cobertores de aquecimento de pneus em outras rondas que não Le Mans, este ano, houve uma mudança significativa, particularmente em qualificação, na forma como abordamos entregar o máximo. A abordagem do warmup é, agora, mais importante”.
O engenheiro da Goodyear que trabalha com a Vector Sport é David Billingham, que tem trabalhado com equipas de competição ao longo dos últimos 20 anos. Ele explica a tarefa de entregar performance: “Durante uma corrida, um engenheiro estará sentado na garagem a ouvir todas as comunicações por rádio entre piloto e engenheiro chefe. Podemos dizer como o carro está a comportar-se através da telemetria em direto do carro, no decurso do stint. No que concerne às paragens nas boxes, também aconselhamos se há que trocar nenhum, dois, ou todos os quatro pneus”.
“A temperatura e a pressão dos pneus são particularmente importantes quando o carro está em pista. Isso, em combinação com os comentários do piloto, é o que utilizamos para avaliar a performance do veículo”.
Quando um pneu regressa após uma sessão, David irá analisar o piso e a carcaça para determinar as suas capacidades em determinadas superfície e condição de pista. Isto informa a equipa acerca da duração ótima do stint. “Em Le Mans, as equipas podiam realizar três ou quatro stints de combustível com um jogo de pneus. Tal poupa à equipa valiosos segundos no pitlane, mas necessitam da convicção de que o jogo de pneus em questão manter-se-á competitivo.”
A “enorme janela de operação” dos pneus Goodyear
Tanto Gabriel como David louvaram a performance da mais recente especificação de pneus para piso seco e para piso molhado da Goodyear, com uma única especificação ser utilizada durante toda a temporada do WEC. “A Goodyear desenvolveu um pneu realmente impressionante, com uma enorme janela de operação,” refere Gabi. Ainda há poucos anos atrás, eram necessários três compostos para cobrir uma temporada inteira, agora só necessitamos de um”.
David faz eco desse sentimento: “O maior impacto a que assistimos é o desafio adicional que o piloto enfrenta. Numa pista húmida, com apenas um único slick, e apenas um pneu para piso totalmente molhado, disponíveis, é todo um desafio para os pilotos passarem de um pneu que foi concebido para uma condição de piso molhado extrema, para um pneu que é adequado para correr em pista seca. Os pneus podem operar em todo o espectro de temperaturas de pista a que assistimos ao longo do ano, e ganhar temperatura rapidamente”.




