Receção ativa – Acrescentar valor

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A receção ativa é a vanguarda do negócio oficinal, mas tem de haver trabalho de casa na área do marketing, aspeto exterior e interior da oficina, prospeção de clientes e análises de mercado

Para se entender o que é um serviço de receção ativa, temos de pensar como funciona um centro de inspeção automóvel, onde os veículos passam de um lado para o outro e são totalmente analisados em poucos minutos. A grande diferença é que a oficina não pretende reprovar o veículo, mas fazer com que ele seja aprovado. Portanto, a filosofia da oficina tem de ser a da pré-inspeção, um serviço que será, cada vez mais, requisitado, porque o parque automóvel está a envelhecer. Além disso, o centro de inspeção só faz aquilo que faz e a oficina pode e deve fazer tudo o que se relaciona com a assistência ao automóvel.

Receção ativa primeiro
O ponto de convergência de tudo o que se passa na oficina é a receção. É aqui que tudo pode (e deve) ser decidido. Com eficiência, clareza e segurança. A receção é a placa giratória da oficina, permitindo estabelecer o contacto com o (potencial) cliente, com o veículo e com os meios de diagnóstico e avaliação de custos. A oficina não se pode dar ao luxo que seja o cliente a dizer o que quer, como quer e quando quer, porque ele pode estar a decidir contra ele mesmo, por falta de dados corretos. Como também a oficina não pode decidir pelo cliente, porque tal não é viável, nem admissível. Há que estabelecer, desde logo, um relacionamento são e de confiança com o cliente, assente no diálogo e na transparência. Porque nunca existe uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão. E a primeira impressão é a que, geralmente, prevalece.

Em primeiro lugar, a oficina tem de ter a capacidade de classificar de imediato, com uma margem de erro mínima, o tipo de cliente e as suas potenciais intenções ou necessidades. Experiência pessoal do atendedor, análise psicológica e diálogo podem (e devem) desfazer, rapidamente, todas as dúvidas prevalecentes. Obviamente que a capacidade de dialogar implica saber escutar e saber argumentar, com oportunidade e com fundamento.

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