Elementos constituintes da roda

Existem vários tipos de rodas, inteiras, partidas, com vários tipos de furação e diferente número de furos, com diâmetro e larguras em função do tipo de pneu a equipar. Uma roda é constituída por Jante, Disco, Centro da Roda e Janela de ventilação
Jante
Definição: é o suporte metálico onde se monta o pneu.
Designação: numa jante temos uma cota “F” e uma cota “H”, e um diâmetro nominal.
COTA F: Largura interior da jante e expressa em polegadas, polegadas e fração, ou polegadas e centésimas de polegada.
COTA H: Altura da aba da jante representada por uma letra.
Ø: Diâmetro expresso em polegadas. (13, 14,…).
No quadro abaixo podemos ver o exemplo da roda com a designação 5.50 J – 14 – FH – 4 – 39.

Identificação das rodas
Existe informação obrigatória que deve ser gravada na jante: nomenclatura/referência, nome do fabricante, número da peça, designação da dimensão da jante, designação do tipo de jante e data de fabrico.

Inset/Offset
Inset – É a distância entre a face de montagem e o centro geométrico da jante. (não inclui a espessura do disco).

Offset – É a distância entre a face de montagem e o centro da jante incluindo a espessura do disco.
Positive offset = metade da distância do espaço em duplo.
O Inset e o Offset permitem a utilização da mesma jante em eixos e/ou veículos diferentes para um mesmo pneu.

Porcas e pernos
Na substituição da roda deve ser usado o tipo de perno correto; existem 3 tipos diferentes:

Aperto das rodas
As rodas devem apertar-se com binário recomendado, com a ajuda de uma chave dinamométrica, isto para não danificar os pernos/porcas ou a própria jante. A chave dinamométrica permite um aperto uniforme a todas as porcas/pernos, e assim facilita a sua desmontagem. Um aperto não mensurável excessivo ou insuficiente pode conduzir ao desaperto da roda e originar um acidente.

Binário de aperto
Estes apertos devem ser verificados peridicamente.
No caso de se estar a montar jantes de liga leve novas, verificar o seu aperto ao fim de 100km, porque pode existir pintura na zona de aperto que com o aquecimento provoque o aliviar do aperto.
Identificação das Jantes de camião
• Jante de uma peça Exemplo: 22.5 X 10.50 « X » indica o tipo de jante (uma peça).
• Jante de várias partes Exemplo: ETRTO/DIN 10 V – 20 ISO 20 – 10 V.
« – » indica uma jante de várias partes
Características da Jante
Identificamos 4 áreas principais numa jante:

O rebaixo central está presente nas jantes de uma peça para permitir a montagem do pneu.
Em conjunto com a aba da jante, define a distância diagonal de montagem.
Quanto maior for esta distância mais difícil será montar e desmontar o pneu.
Normalmente o rebaixo central não se encontra no centro da jante, de modo a reduzir a distância de montagem, facilitando as operações de montagem/desmontagem.
Assento cónico
Serve como fixação no assentamento do talão.
Existem 2 tipos de ângulos:

A forma do talão do pneu é desenhada de acordo com o assentamento cónico da jante, garantindo o posicionamento correto das partes por forma a que o pneu e a jante formem uma união sólida e dessa forma garantir também a hermeticidade da câmara.
Ressalto da Jante
Ajudam a prevenir a desmontagem do talão, mas também dificulta o processo de montagem e o assentamento do talão durante a montagem (som de impacto característico). Existem diferentes tipos de contorno de jante.

Cuidados
Inspecionar periodicamente a jante e o disco, aquando da substituição do pneu.
Limpar e eliminar ferrugem, borracha e lubrificante especialmente da:
• JANTE: ZONA DE ASSENTAMENTO DO TALÃO.
• DISCO: ELEMENTO DE FIXAÇÃO DA JANTE AO CUBO.
UMA JANTE DANIFICADA NÃO DEVE SER REPARADA

Válvulas
Elementos constituinte de uma válvula:

Tipos de válvulas

Porque se deve substituir a válvula?
• A válvula trabalha.
• A válvula envelhece.
• Está submetida a perturbações (força centrífuga, 1.7 Kg. a 100 Km/h).
Quando se deve substituir uma válvula?
• Sempre que montemos pneus novos.
• Sempre que se desmonte o pneu.
• Sempre que observemos a degradação da válvula.
Uma válvula velha pode danificar um pneu novo!
A válvula é o elemento através do qual se faz o controlo da pressão do pneu, uma vez que permite a entrada e saída do ar quando atuamos no núcleo da válvula.
A válvula deve garantir a estanquicidade do ar de dentro do pneu na união destes.
Dado que a válvula está sujeita aos esforços da força centrifuga devido à rotação do pneu e da sua velocidade e porque também está sujeita à ação dos mesmos elementos da natureza que o próprio pneu deve ser substituído ao mesmo tempo que estes.
Fonte: CEPP – Comissão Especializada de Produtores de Pneus da ACAP




