“Maior objetivo é aumentar a notoriedade da marca”, João Oliveira, Nokian Tyres

“Maior objetivo é aumentar a notoriedade da marca”, João Oliveira, Nokian Tyres

A Nokian tem um objetivo de crescimento bastante ambicioso em termos de volume, para o mercado português. No entanto, considera que o maior objetivo é aumentar a notoriedade da marca, junto do profissional de pneus, mas também do consumidor final. Quer continuar a aumentar a sua rede de agentes NAD, com mais apoios para os aderentes, e crescer a gama de pneus Agrícolas na zona Centro e Sul com novos produtos e para o final de 2020 conta ter a inauguração do Centro de Testes de Toledo.

Qual o pneu que mais destaca dentro da gama Nokian?

Lançamos em 2019 dois modelos novos para o segmento de viaturas ligeiras WETPROOF e POWERPROOF, produtos esses reconhecidos a nível Europeu como Premium, tendo mesmo conquistado primeiros e segundos lugares em testes realizados pelas principais revistas do sector. Posso dizer com toda a segurança, uma vez que temos estes pneus disponíveis há um ano, que o sucesso é enorme.

Vamos assistir ao lançamento de novos produtos em 2020?

Na sequência dos produtos lançados em 2019, temos este ano já disponíveis os novos pneus para o segmento SUV. São eles o WETPROOF SUV, para SUV de pequena/média dimensão e o POWERPROOF SUV para veículos de altas prestações. De salientar que estes pneus contam com a reforço das paredes com fibra de ARAMIDA. Esta fibra, também utilizada nos coletes à prova de bala, faz com que a parede do pneu aguente impactos violentos sem que a mesma se destrua.

Qual o segmento de pneus que considera ter mais futuro?

Segundo as tendências do mercado Europeu, o segmento SUV cresceu 7% nos últimos anos enquanto que o segmento de turismo desceu 4%.

Que ações devem ser tomadas junto dos automobilistas para uma maior sensibilização relativamente à importância que o pneu tem para a segurança?

Esta questão é realmente muito importante. A compra de um pneu é uma compra negativa, sempre que alguém tem de gastar dinheiro com a manutenção do seu veículo, fá-lo contrariado, sem entender o porquê de gastar tanto dinheiro. Já o investimento em um telemóvel topo de gama, é uma compra positiva, as pessoas sentem-se bem quando o fazem. Pois temos de ser nós, mais concretamente os profissionais que lidam com o consumidor final que têm de transformar essa compra negativa em positiva explicando ao consumidor final todas as vantagens em equipar a sua viatura com produtos de qualidade e não com produtos baratos. Infelizmente no nosso país, só se liga ao fator preço. São poucos os profissionais de pneus que perdem um pouco do seu tempo a explicar as vantagens de montar um pneu de qualidade. A ânsia de não perder o negócio para o vizinho, faz com que se cometam erros, que o consumidor final não identifica por desconhecimento.

Não podemos continuar a ter um negócio de pneus usados sem qualquer controlo. É fácil encontrarmos pneus de inverno usados a serem vendidos no nosso país. O consumidor não faz ideia do perigo que corre quando monta esse tipo de pneus na sua viatura. As autoridades também deveriam efetuar mais ações de vigilância. Em Espanha essas operações são efetuadas com regularidade.

Em resumo, mais profissionalismo no sector é o que eu peço.

Que análise faz do mercado de pneus em Portugal?

O mercado de pneus em Portugal é um mercado maduro, com bons profissionais e estável. No entanto está democratizado pelo preço, o qual retira a maior parte das vezes algum profissionalismo ao setor. Parece uma contradição mas até mesmo os bons profissionais muitas das vezes têm de seguir a tendência, mesmo que seja a errada.

Em termos gerais, quais são os fatores que mais estão a condicionar (positivamente e negativamente) o comércio de pneus em Portugal?

Em termos positivos acho que há uma tendência em alguns Players do mercado em marcar a diferença pela qualidade do serviço e não só pelo preço. Isto pode trazer alguma diferenciação nos próximos anos. Em termos negativos, acho que o mercado de pneus usados não é prestigiante para o nosso setor, mas sobretudo a conjuntura económica que faz com que as pessoas adiem constantemente a manutenção dos seus veículos, colocando a sua segurança e as dos outros em perigo.

Qual a sua visão de futuro a médio e longo prazo do comércio dos pneus em Portugal?

O comércio de pneus em Portugal vai seguir as tendências Europeias. Cada vez mais vamos ter o consumidor final a comprar on-line e as casas de pneus a efetuar os serviços. Por outro lado, há uma tendência crescente em alugueres operacionais de viaturas. As pessoas não vão querer ter o seu próprio carro, mas sim partilhar ou alugar. Esta tendência vai fazer com que o cliente no futuro deixe de ser o particular, mas sim as empresas que vão prestar esses mesmos serviços.

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