“Uma empresa com 50 anos tem responsabilidade de ultrapassar a crise”, Joaquim Ramôa, Recauchutagem Ramôa

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A Recauchutagem Ramôa está a enfrentar esta pandemia naturalmente com preocupação, dada a gravidade da situação, mas simultaneamente com a responsabilidade que se exige a uma empresa com mais de 50 anos e por isso também com a esperança de que se trata de uma fase difícil que conseguiremos ultrapassar.

O que mudou na atividade da Recauchutagem Ramôa?
Quase tudo. Tivemos a necessidade reajustar todos os processos, horários, divisão em equipas, trabalho por turnos, redução de horários. Tivemos de adotar todas as medidas de segurança para os nossos colaboradores e clientes, em suma tivemos de reinventar a forma de trabalhar.

Como está a necessidade de isolamento social a impactar na atividade da Recauchutagem Ramôa?
O isolamento social afeta praticamente todos os setores de atividade. A redução significativa da circulação e o confinamento de uma grande faixa da população ativa teve um grande impacto no consumo dos nossos produtos e serviços, em especial nos particulares.

Do nosso lado, dado sermos uma das atividades com obrigação de funcionamento, pois estamos na cadeia de serviços essenciais, procuramos disponibilizar o mais amplo leque de serviços e produtos, pesem embora as limitações existentes.

Que meios utilizam para manter o contacto com os clientes?
Primordialmente o contato por telefone ou digitalmente, através de e-mail. As nossas redes sociais são também uma forma de irmos informando toda a atividade da empresa.

Como estão a apoiar os vossos clientes neste momento difícil que o mercado está a viver?
Fizemos um esforço para manter as portas abertas. Encerramos apenas serviços secundários como é o caso das lavagens (durante a fase de isolamento), mas os serviços essenciais sempre ativos. Paralelamente, fomos acompanhando os nossos clientes, maioritariamente por telefone e e-mail. Temos também reforçado o nosso conceito de parceria, sendo sensíveis às dificuldades financeiras acrescidas que os nossos clientes passaram a ter, procurando encontrar soluções e apoiá-los nestes difíceis momentos.

Que boas práticas estão a ser implementadas pela Recauchutagem Ramôa para conseguir manter a atividade em segurança?
Sempre levamos a responsabilidade social muito a sério e nesta fase não fugiu à regra. Logo a 13 de março, ainda o país se estava a aperceber do real problema e das formas de combate, já na Recauchutagem Ramôa definíamos um plano de atuação com regras de distanciamento social e proteção individual. Criamos também na atura, um serviço (pioneiro) de atendimento prioritário a todos os veículos ligados ao setor da saúde, reservando-lhes um elevador e funcionários. Investimos fortemente em meios de proteção individual e coletiva, bem como em tudo o que se relaciona com a higienização de espaços

É possível contabilizar já os prejuízos causados pela Covid-19?
Ainda será cedo para se ter uma noção real dos prejuízos causados, mas é certo que ao fim de um mês de isolamento social tivemos quebras superiores a 40% de faturação e custos acrescidos com o investimento nos meios de proteção e higienização.

Para quando antevê a retoma do setor? E de que forma?
A retoma do nosso setor está fortemente dependente da retoma dos setores dos nossos principais clientes (transportes, construção civil, rentings). Julgamos que só se sentirá no terceiro trimestre de 2020, de forma tímida e esperamos que no último trimestre já se tenha uma perceção mais objetiva da curva que a retoma terá.

Na sua opinião, o que vai acontecer ao setor dos pneus em Portugal pós Covid-19?
Julgamos que em 2020 vamos ter globalmente um encolhimento do setor e esperamos que em 2021 se possa alcançar os níveis de 2019, recuperando pelo menos essa dimensão de mercado. Certamente que iremos assistir a uma nova vaga de encerramento de empresas, o que fragiliza o mercado, e favorece a concentração das grandes marcas desfavorecendo o revendedor.

 Que mensagem deseja transmitir ao setor para o futuro?
Da experiência de uma empresa com mais de 50 anos gostaríamos de transmitir uma mensagem de esperança e união, e o desejo de que o nosso sector seja capaz de se reinventar para contrariar as dificuldades trazidas por esta pandemia.

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João Vieira

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