“O segredo é a equipa”, Alan Eskow, BKT Tires Canada

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A apenas alguns quilómetros das Cataratas do Niágara, em Ontário, encontra-se a casa de Alan Eskow, o vice-presidente de Vendas e Marketing da BKT Canada. E é de lá que ele estabelece ligação à BKT Network para a sua Conversa que inspira, uma entrevista exclusiva em que fala sobre a origem da sua paixão pelos pneus, da importância de ser um “coach” bem como um chefe para a sua equipa, mas também da sua família e interesses.

Ao leme da divisão canadiana da BKT encontra-se um homem enérgico, que explora a sua clarividência para ajudar os seus colegas no seu desenvolvimento pessoal e em equipa e, assim, alcançar ainda melhores resultados.

Mas deixemos que seja ele a contar-nos tudo para que passemos a conhecê-lo melhor.

Alan, fale-nos um pouco de si.
Tenho 58 anos e uma família grande com seis filhos. E dois bonitos netos, um neto de 18 meses e una neta de 12 anos.

Depois do trabalho, gosto de passar tempo na minha oficina. Adoro ajudar com os projetos que a minha mulher me reserva, os quais normalmente têm aspetos de construção, arrumação e reparação. Também passo muito tempo todos os dias no Facetime com os meus netos. E antes da pandemia COVID-19, adorávamos viajar em família, de um destino local a uma viagem de avião. Infelizmente, isso não é possível nesta altura.

Por falar em viagens, o Canadá é um sonho para muitas pessoas que o associam imediatamente à natureza e aos ursos. Sendo estas as suas raízes, como entrou no mundo dos pneus? E por que é um apaixonado dos pneus?
O meu pai tinha uma cadeia de loja de peças para automóveis e oficinas, por isso, sempre andei no meio de veículos e pneus.

Do que gosto no setor dos pneus, e em especial, no segmento off-highway em que trabalhamos, é que nunca nos aborrecemos. Há cerca de 15 anos, transitei do mercado dos pneus para veículos de passageiros e camiões ligeiros para o mercado Off-Highway e descobri o seu fascínio.

Os clientes que usam pneus maiores, quer se tratem de agricultores ou de uma empresa de construção, são muito diferentes de todos os outros clientes. Colaboram connosco para resolver os problemas que vão surgindo. Dão-nos feedback, indicações e ideias e, assim, ajudam-nos a melhorar os nossos produtos ainda mais.

Com a ajuda dos nossos clientes, tentamos escolher o pneu perfeito para cada necessidade e aplicação. Deste modo, o produto oferece o melhor desempenho e o cliente não se depara com períodos de inatividade, peças sobresselentes, etc. e pode otimizar o seu trabalho.

Que tipo de gestor é? Considera-se um gestor visionário, democrático, orientado pelas mudanças ou de outro tipo?
Penso que o meu estilo de gestão é uma combinação de várias características. Vou visionário no sentido em que estou sempre à procura de formas de melhorar continuamente o desempenho da BKT, também e sobretudo no longo prazo. Dizem-me que sou democrático e fiel aos membros da minha equipa mas, sobretudo, sou um “coach”. Formo a minha equipa todos os dias para que seja mais forte, compacta e unida. Começamos do desenvolvimento e apoio ao indivíduo ao trabalho em equipa.

Parece ser uma pessoa muito positiva, Alan, e isso influencia o que faz com o seu tempo. Como é um dia normal de trabalho para si? De um modo geral, como começa o dia? Tem rituais para as manhãs?
O meu dia costuma começar cedo, por volta das seis da manhã. Começo por levar os cães a passear e dar-lhes de comer. Depois, bebo café ou chá. O trabalho começa com os emails. A partir dessa altura, o dia inclui chamadas telefónicas, videoconferências e chamadas no Zoom e Teams. Costumo trocar novidades com os membros da minha equipa e contacta-os individualmente. Assim passo o dia, incluindo um ou outro intervalo. Por vezes, trabalho até bastante tarde porque os nossos clientes estão em três fusos horários diferentes.

Antes, mencionou que gosta de viajar. Imagino que também faça muitas viagens de negócios. Que países já visitou e de quais gostou mais?
Sim, viajo muito por trabalho e lazer. Já visitei vários países na Europa, a Jamaica, Barbados, Saipan, Hong Kong, EUA, mas a melhor viagem foi à Dinamarca.

O meu filho convidou-me para um torneio de hóquei e ajudei a treinar a equipa. Era um grupo de cerca de 30 jovens jogadores de hóquei que viajaram do Canadá para a Dinamarca. Os jogadores ficaram com as famílias dos jogadores dinamarqueses e foi uma experiência magnífica e única para os jogadores e treinadores.

Auxiliou o treinador. Já jogou hóquei?
Joguei hóquei nas camadas jovens dos 5 aos 19 e depois passei para o escalão superior (Mens League) e depois os veteranos (Oldtimers). Não jogo há anos.

Voltemos às viagens: gostava de saber que país deseja visitar mas onde ainda não esteve.
São vários. Ucrânia, Reino Unido e, sobretudo, a Escócia e a Irlanda. De um modo geral, todos os países me fascinam porque são uma aventura.

O facto de ser um falante nativo do inglês é, suponho, uma vantagem quando viaja. Já se viu numa situação em que não conseguiu entender ou fazer-se entender, uma situação de confusão dos dois lados? Fala outras línguas?
Na realidade, nunca me deparei com uma situação desse tipo porque há sempre uma solução para a comunicação.

Infelizmente, não falo outras línguas, mas gostava muito.

Qual é a situação linguística no Canadá? Sabemos que se fala francês e inglês. As duas línguas são ensinadas nas escolas?
Sim, as duas fazem parte do programa das escolas. Eu estudei francês até aos 12, mas a um nível básico e, depois, sem praticar foi difícil mantê-lo e esqueci tudo quase de imediato. Mas sei que o sistema académico é muito diferente agora.

Mudemos completamente de assunto. Se tivesse um superpoder, qual seria?
Adorava voar. Ia visitar os meus netos todos os dias!

Os seus netos têm sorte de o ter como avô! Tem uma atitude positiva e ajuda os outros, mas gostava de mudar alguma das suas características?
 Gostava de ser bem mais paciente e tento sempre melhorar este aspeto da minha personalidade.

E agora uma pergunta já obrigatória na série de Conversas que inspiram: prefere a TV tradicional ou a Netflix? O que gosta de ver?
A Netflix sem dúvida e adoro o Top Gear. Com os meus netos, costumo ver filmes da Disney.

Tem um sonho de longa data?
Sim! Ganhar a lotaria para viajar muito.

E para terminar: qual é a sua grande paixão?
A minha família, todos eles. Quero que estejam sempre bem e felizes.